Catálogo:

    Classificação:

    Categoria: Personalidades - estátuas e bustos
    Tipologia: Busto
    Natureza: Artística
    Tipo: Escultura
    Material: Peça em bronze e pedestal de granito

Dados do Monumento

  • Nome: Adolfo Bergamini
    Data de Inauguração: Out/1946
    Autor: Leão Veloso
    Fundição/Atelier:
    Propriedade: Pública
    Tombamento:
    Ano (tombamento):


    Descrição:

    A homengem ao ex-prefeito da cidade, por iniciativa de amigos e admiradores, foi instalado voltada para o antigo prédio  do Senado Brasileiro, por sua participação naquela casa. O monumento foi entregue pelo Dr. Josino de Araujo Medeiros. Apesar do prédio ter sido demolido nos anos 70, a homenagem permaneceu na mesma posição.

    Leia mais: http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com.br/2013/04/os-prefeitos-do-rio-de-janeiro.html

     


    Biografia:

    Adolfo Bergamini nasceu em Cataguases (MG) no dia 11 de outubro de 1886, filho do arquiteto Antônio Bergamini e de Gisela Bergamini, italianos. Iniciou os estudos com um professor particular, antes de ingressar na escola pública de Cataguases. Em 1898, com a transferência do governo do estado para a recém-fundada Cidade de Minas, logo depois (1901) mudou-se com a família para a nova capital. Ali, Adolfo Bergamini cursou o Ginásio Mineiro. Em maio de 1900, os Bergamini seguiram para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde Adolfo estudou no Ginásio Nacional, na Escola Barão do Rio Doce, no Externato Gomes de Sousa, no Liceu de Artes e Ofícios, na École Alliance Française e no mosteiro de São Bento. Na capital do país fundou, em 1902, o jornal O Estudante. Em 1903, ingressou na polícia como escrevente. Em 1906, adquiriu patente de oficial da Guarda Nacional. Nomeado em abril de 1907 escrevente juramentado da 2ª Delegacia Auxiliar, em meados desse ano prestou concurso para escrivão do 13º Distrito Policial. Em 1908, ingressou como repórter na Gazeta de Notícias, passando no mesmo ano para O Século e a Folha do Dia, nos quais trabalhou até 1912. foi redator judiciário do Jornal do Comércio. Em 1917, serviu no alistamento militar, no Ministério da Guerra, e em 1919 bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Ingressou na política em 1921, elegendo-se intendente municipal do Rio de Janeiro, cargo para o qual foi reeleito em 1923. Nessa condição, foi presidente da Comissão de Instrução e representante do Conselho Municipal em viagem à Argentina e ao Uruguai, para retribuir a visita de conselheiros municipais desses países. Em 1924, foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal. Nesse mesmo ano, assumiu, juntamente com o senador Antônio Muniz Sodré, a direção do jornal Correio da Manhã, a convite de Edmundo Bittencourt. Valendo-se de suas imunidades parlamentares, fez circular o jornal, fechado sob o estado de sítio, e permaneceu à frente desse periódico até outubro de 1930. Em 24 de fevereiro de 1927, reelegeu-se deputado federal. Adolfo Bergamini foi um dos fundadores no Rio de Janeiro, do Partido Democrático Nacional (PDN), cujo objetivo era o de aglutinar as oposições de todo o país para uma ação mais ampla, em escala nacional. Em 1928, o PDN promoveu aproximações com os “tenentes” exilados, participantes de movimentos armados contra o governo na década de 1920. Em agosto de 1929, o PDN se incorporou à Aliança Liberal, movimento organizado em favor das candidaturas de Getúlio Vargas e João Pessoa, respectivamente à presidência e à vice-presidência da República. No Distrito Federal, Bergamini foi um dos que aderiram logo de início à Aliança, tendo desenvolvido nesse sentido enérgica atividade parlamentar. Por sugestão de Adolfo Bergamini, os aliancistas promoveram, em 25 de novembro de 1929, um comício popular na frente do palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, como forma de compensar o “arrolhamento” da Câmara dos Deputados pelo governo. Em janeiro de 1930, durante a campanha eleitoral, Adolfo Bergamini e Batista Luzardo acompanharam Getúlio Vargas a São Paulo. Getúlio, que se encontrava no Rio de Janeiro desde dezembro do ano anterior para apresentar sua plataforma, tinha feito com Washington Luís um acordo no qual, entre outras coisas, prometera não ir a São Paulo em campanha. No dia 19 de março, Bergamini reelegeu-se deputado pelo Distrito Federal, na legenda do PDN. Pouco antes da Revolução de 1930, promoveu inúmeros comícios de oposição ao governo estabelecido. Um deles foi o de 5 de setembro desse ano, realizado no Rio de Janeiro em prol da anistia e do qual também participaram Batista Luzardo, Odilon Braga, João Neves da Fontoura e José Antônio Flores da Cunha. Com a vitória da Revolução de 1930, desencadeada no dia 3 de outubro e consolidada no dia 24 com a deposição de Washington Luís, Adolfo Bergamini assumiu provisoriamente, ainda no dia 24, a prefeitura do Distrito Federal. Em 25 de novembro, foi nomeado interventor no Distrito Federal por Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório da República.Nos primeiros meses de sua gestão, instituíram-se comissões de sindicância para descobrir irregularidades e escândalos da administração anterior. No entanto, nada foi apurado nesse sentido. Adolfo Bergamini promoveu a construção de prédios escolares, assim como a abertura e o alargamento de vias públicas. Elaborou e pôs em prática um plano para pagar os vencimentos atrasados do funcionalismo da prefeitura e saldar a dívida flutuante, mediante a emissão de apólices que ficaram conhecidas como “bergamínias”. Dez dias depois de haver decretado mudanças administrativas, foi substituído interinamente pelo coronel Julião Freire Esteves. Por fim, em 30 de setembro de 1931, o cargo foi ocupado em caráter efetivo por Pedro Ernesto Batista. Este, embora tenha revogado o decreto de 14 de setembro e restabelecido a organização anterior, aproveitou, mais tarde, parte das proposições nele contidas. Adolfo Bergamini foi redator do Diário Carioca de 1932 a 1934, tendo também dirigido durante anos, até o seu falecimento, o periódico forense Tribuna Judiciária. Em outubro de 1934, foi novamente eleito deputado pelo Distrito Federal, na legenda do Partido Economista Democrático, tendo sido presidente da Comissão de Justiça da Câmara. Contrário às tendências totalitárias, combateu o fascismo na tribuna do Instituto dos Advogados do Brasil, em 1937. No mesmo ano, com o advento do Estado Novo e o conseqüente fechamento de todos os órgãos legislativos do país, encerrou suas atividades parlamentares e reingressou no foro, tendo advogado até ser acometido pela doença que o levou à morte. Foi ainda membro da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação Brasileira de Imprensa. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de janeiro de 1945. Deixou publicadas algumas obras, entre as quais: A autonomia do Distrito Federal e o dr. Nilo Peçanha (1922), Asfixiando a democracia (1925) e O processo do mandado de segurança (1936).


    * Fontes dos dados (ver bibliografia)

Sua Localização

Endereço: Pç. Mahatma Gandhi - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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Quem sou eu

Vera Dias Sou natural da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e nasci em 1956. Meus primeiros passos rumo à formação profissional ocorreram em 1974, ao me matricular no curso Técnico de Edificações do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca. Daí segui para a formação de arquiteta, me graduando em 1981 pelas Faculdades Integradas Silva e Souza. Em 1988, ao terminar a pós-graduação em Urbanismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), me candidatei a uma das 150 vagas abertas no primeiro concurso públ...


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